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Eric Patrick Clapton, obrigado pelos seus 70 anos!

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Um dos maiores guitarristas da história torna-se septuagenário e sua lenda só cresce. Saiba por que Eric Clapton é fundamental e porque o chamaram de Deus.

 
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Eric Patrick Clapton, obrigado pelos seus 70 anos!
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Uma Fender azul-fusquinha na mão, uma barba de três dias, um jeans velho ainda vincado pela corda do varal. Eric Clapton, que festeja seus 70 anos nesta segunda-feira, dia 30 de março, não usa muitas armas. Sua capacidade de fazer a guitarra falar é muito conhecida e o coloca no panteão mais alto do instrumento - ao lado de Jimi Hendrix, Duane Allman, Jimmy Page, Jeff Beck. Clapton parece carregar um desses dicionários Webster`s inteiro em seus riffs (ou quem sabe um Houaiss, pela abrangência cultural).
Clapton nasceu em Ripley, na Inglaterra. Foi criado pelos avós, Rose e Jack Clapp.

Em 1944, o sul da Inglaterra foi inundado pelas tropas americana e canadense. Assim, a exemplo de muitas cidades inglesas, Ripley foi povoada. Patrícia, sua irmã mais velha, na verdade sua mãe, aos 15 anos conheceu o verdadeiro pai de Clapton, Eduardo Fryer, um aviador Canadense com quem teve um breve caso. Em 1945, Clapton nasceu “em segredo“ na casa onde foi criado pelos avós como filho, acreditando que eles eram seus pais, sem saber que a irmã mais velha era a sua mãe verdadeira até os nove anos de idade. Foi batizado como Eric, mas era tratado por Ric. Se chegou até aqui, fica a dica - leia a autobigorafia de Sir Eric Patrick Clapton, publicada em 2007 -.

Remanescente de uma época em que a indústria da música ainda não tinha se tornado cínica, as aparições de Clapton parecem atestar que a boa música pode sobreviver à infâmia, ao mercantilismo, ao teatrão, à manipulação. Ele se torna um septuagenário, mas é, como dizem os anglofalantes, “timeless“ (não tem época, pertence a todas elas). Não é por acaso que toca canções dos anos 1930, 1940 e 1950 fora de seus compartimentos históricos, como fez na última vez em que esteve no Brasil, em 2011, no Estádio do Morumbi.

Eric Clapton vai comemorar seu aniversário com dois shows no Madison Square Garden de Nova York nos próximos dias 1 e 2 de maio. Ali naquele mesmo palco, ele já fez mais de 40 shows, um deles memorável – com o Cream, em 2 de novembro de 1968, dia em que ele mudou a forma como os guitarristas encaravam o seu instrumento. Entre os dias 14 e 23 do mesmo mês, Clapton volta à sua terra natal, a Inglaterra, para uma temporada no Royal Albert Hall.



Início da carreira

Em 30 de março de 1958, no seu aniversário de 13 anos, Eric Clapton ganhou como um presente da avó um violão Hoyer, aquele que seria o seu primeiro instrumento. Dois anos depois, o jovem músico voltou à prática após abandonar por considerar difícil tocar as duras cordas de aço do violão alemão. Em 1963, formou sua primeira banda, o The Roosters, que durou menos de um ano e não há nenhum registro remanescente. Depois, ele se juntou ao Casey Jones & The Engineers, do qual também não há gravação com Clapton. Em outubro de 1963, ele entrou na sua primeira banda profissional, os Yardbirds. Lá ele ganhou o apelido de Slowhand e o resto podemos dizer que é história.



`Clapton Is God`

Cansado do caminho comercial que os Yardbirds tomaram, Clapton decidiu deixar o grupo apenas depois de 18 meses com eles (ele saiu não sem antes indicar um outro cara chamado Jimmy Page para o seu lugar). Em março de 1965, no mesmo dia em que o sucesso `For Your Love` foi lançado, ele abandonou o grupo, para logo em seguida ingressar no John Mayall’s Bluesbreakers, a convite do próprio. Clapton foi feliz porque sabia que o seu caminho era o blues. Foi ali que ele ganhou outro apelido: “Deus“. Depois de pouco mais de um ano turbulento e um ótimo álbum, Clapton também deixou os Bluesbreakers.



Cream

Apesar de ter durado apenas dois anos, e ter lançado três álbuns, o Cream - banda seguinde de Clapton - é considerado até hoje uma das mais influentes da história do rock. A combinação mortal da guitarra de Clapton, o baixo livre de Jack Bruce e a pegada de Ginger Baker na bateria alçou o inglês a status de rock star definitivamente. Em novembro de 1968, os egos dos três excelentes músicos já não cabiam na mesma sala - mesmo que ela fosse o Royal Albert Hall, em Londres, onde o Cream tocou pela última vez.



Blind Faith

Considerado o primeiro supergrupo da história do rock, o Blind Faith estreou em junho de 1969 para 100 mil pessoas no Hyde Park, em Londres. Steve Winwood, Ginger Baker e Rick Grech gravaram com Eric Clapton apenas um álbum, e após uma turnê caótica nos EUA, a banda terminou após sete meses. Em seguida, o guitarrista participou de um projeto chamado Delaney & Bonnie & Friends, casal que o ajudou, depois, a escrever várias das canções de seu primeiro disco solo, lançado em 1970.



Derek and the Dominos

Logo após o primeiro disco solo, Clapton formou o Derek and the Dominos, com o resto da formação da sua banda anterior. Entre agosto e outubro de 1970, eles gravaram aquele que muitos consideram o ponto definitivo da carreira de Eric Clapton: o álbum `Layla and Other Assorted Love Songs`. Na época, o disco teve boa recepção crítica mas foi um fracasso de público - fato que só mudaria quando `Layla` chegasse às paradas britânicas e americanas dois anos depois. No meio do caminho, uma série de tragédias (a morte de Jimi Hendrix e de Duane Allman, guitarrista que tocou com a banda nas gravações do LP) e a complicada questão com Pattie Boyd (a ser tratada mais abaixo). Clapton passou três anos longe dos holofotes (com exceção de um show em 1971), hiato causado por uma fase difícil de vício em heroína.



Tragédias

Os meses entre agosto de 1990 e março de 1991 foram muito complicados para Clapton. No dia 27 de agosto de 1990, um helicóptero levando Stevie Ray Vaughan (que fazia turnê com Clapton pelos EUA) e três membros da equipe do inglês caiu no Wisconsin (EUA). Todos morreram. No dia 20 de março de 1991, o filho de quatro anos de Clapton, Conor, morreu depois de cair da janela do apartamento da mãe em Nova York. Assustado, Clapton disse em uma entrevista posterior que não pôde ir até o local. Ele escreveu, com Will Jennings, `Tears in Heaven` sobre o episódio.



Harrisson e Pattie Boyd

Pattie Boyd poderia ter sido mais uma modelo dos anos 60 caso não tivesse sido selecionada para ser uma quase-figurante em um filme do maior fenômeno musical de todos os tempos. Durante as gravações de “A Hard Day`s Night“, dos Beatles, Pattie conheceu George. Eles viriam a se casar dois anos depois, em 1966. Entretanto, a vida de Pattie também se cruzou com a de Eric Clapton, o lendário guitarrista do Cream e compositor de grandes músicas do rock. Eric e George eram amigos íntimos, e é assim que começa uma das histórias de amor mais conturbadas da história do rock and roll: Eric Clapton, George Harrison e Pattie Boyd, a mulher que inspirou a composição de “Layla“ (Clapton) e “Something“ (Harrison). No texto a seguir, publicado no Daily Mail, a própria Pattie explica este conturbado momento de sua vida.

Nós nos encontramos em segredo em um apartamento em Kensington. Eric Clapton me pediu para ir para escutar uma nova música que ele havia escrito.

Ele ligou o gravador, aumentou o volume e tocou para mim a música mais poderosa e tocante que eu já havia escutado. Era “Layla”, sobre um homem que se apaixona perdidamente por uma mulher que o ama mas não está disponível.

Ele tocou para mim duas ou três vezes, olhando meu rosto a todo momento para ver minha reação. Meu primeiro pensamento foi: “Oh Deus, todo mundo vai saber que é prá mim”.





The Breeze

Clapton lança, com Christine Lakeland, Mark Knopfler, John Mayer, Willie Nelson, Tom Petty e outros, seu álbum mais recente, uma homenagem a J. J. Cale, uma de suas principais fontes de inspiração, morto em julho de 2013.




Fonte: Estadão, Whiplash e Rolling Stone

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